domingo, 6 de outubro de 2013

O Mito da Força Centrífuga

A força centrífuga que a Física invoca para explicar o movimento dos corpos num sistema de referência em rotação não existe realmente.

Essa força (tal como a força de Coriolis) é uma criação do engenho matemático para explicar o movimento dos corpos em sistemas em rotação, que "não gostam" de se desviarem de uma linha recta, isto é, à sua inércia.
A habilidade consiste em imaginar que se faz parar a rotação,aplicando-se então a força imaginária necessária apropriada para que os objectos se movam em relação ao sistema de referência fixo,precisamente como acontece quando quando há rotação e não existem nenhumas forças fictícias a actuar.

Vamos imaginar a seguinte experiência: estamos num cilindro que roda rapidamente e que está em queda livre (por exemplo, em órbita à volta  da Terra ).Se estivermos em contacto com a parede do cilindro, a qual está em rotação, o nosso estado natural de movimento segundo Galileu seria continuar numa linha recta, tangente ao cilindro em rotação. Mas não podemos fazer isso porque o pavimento do cilindro faz força de encontro aos nosso pés, empurrando-nos para o lado, fazendo-nos por isso sair da trajectória da linha recta. O resultado de todo esse empurrão para o lado é que nos movemos segundo um círculo,ficando de facto colados ao lado de dentro do cilindro em rotação. A força real é o empurrão que o pavimento (ou a parede) dá aos nossos pés, ou nas costas para o lado de dentro do cilindro. O efeito final é que ficamos onde estamos em relação à parede do cilindro em rotação, mas do ponto de vista  de um observador que esteja fora do cilindro, seguimos um percurso circular...Uma mudança de direcção do movimento é tanto uma aceleração como o é uma mudança de velocidade, e se o cilindro rodar a uma velocidade apropriada sente-se exactamente a mesma força de aceleração que na superfície da Terra- uma pessoa  em cima de uma balança que esteja apoiada na parede do cilindro em rotação poderá verificar que tem o mesmo peso que é indicado pela mesma balança quando se encontra na casa de banho. Ela "sente" o mesmo que "sentiria " se estivesse num pavimento sólido à superfície da Terra e, nessas circunstâncias o cérebro humano é facilmente baralhado pensando que o cilindro está parado e que é a gravidade que conserva as coisas  "em baixo", no pavimento do cilindro...Inércia do cérebro?   

   

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