A noticia da descoberta da supernova mais distante baptizada de SN SCP-0401( também chamada de Mingus) encontra-se aqui:
http://arxiv.org/abs/1205.3494
Esta
nova supernova, descoberta com a ajuda do telescópio Hubble, é do tipo
Ia e encontra-se a dez mil milhões de ano-luz. O que é notável nesta
descoberta é :"is exceptional for its detailed spectrum and precision color measurement, unprecedented in a supernova so distant.", nas palavras do astrofísico David Rubin.
Existem
dois tipos diferentes de supernovas: supernovas do tipo I e do tipo II.
As primeiras apresentam as linhas de emissão do Hidrogénio e as outras
não.
As supernovas do tipo II são as que
resultam da morte de uma estrela muito massiva que ainda contém
hidrogénio na sua atmosfera. Quando a estrela explode os átomos de
hidrogénio são excitados e começam a emitir as linhas de emissão luz
características desse elemento químico. Por isso essa supernovas
apresentam as linhas de emissão do hidrogénio no seu espectro.
Em 1987 foi descoberta uma supernova desse tipo no Hemisfério Sul, nas
Nuvens de Magalhães, uma galáxia vizinha da nossa, baptizada 1987A.
As supernovas do tipo I subdividem-se em três tipos: Ia, Ib, Ic.
As
do tipo Ib e Ic explodem pela mesmo mecanismo das do tipo II, só que
antes da sua morte já perderam as camadas exteriores, podendo perdê-las
em forma de vento solar ou, se estiverem acompanhadas de outra estrela
num binário de estrelas, transferindo a sua massa para a
estrela-companheira. Se permanecer suficiente massa no núcleo a estrela
morre como uma supernova Ib. Em virtude de ter perdido o hidrogénio esta supernova não exibe as linhas do hidrogénio, mas as riscas de emissão do hélio.
As supernovas IC perderam mais massa que as Ib portanto no seu espectro não se encontra nem a presença de Hélio nem de Hidrogénio.
O mecanismo de produção das supernovas Ia
é totalmente diferente. Elas não resultam da morte de uma estrela
massiva, como as anteriores, mas de uma reacção nuclear de uma anã
branca que canibalizou a massa de uma gigante vermelha que partilhava o
binário , até atingir o fatídico limite- o limite de Chandrasekhar,
começando a fusão do carbono e terminando numa explosão tremenda.
Estas
últimas supernovas são muito queridas pelos astrónomos porque permitem
determinar as maiores distâncias inter-galácticas. A razão é muito
simples: além de serem muito luminosas existe uma relação muito simples
entre a luminosidade máxima e a taxa de decaimento da luminosidade após
esse máximo, sendo por essa razão chamadas de velas cósmicas. Graças ao
telescópio Hubble e à equipa do prof. David Rubin temos uma nova vela
cósmica no espaço, que nasceu aproximadamente à 3,7 mil milhões de anos.
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