No mês anterior os físicos do CERN da experiência ALICE fizeram
colidir um feixe de protões com velocidade próxima da velocidade da luz
com outro de iões de chumbo com a mesma velocidade (imaginem o núcleo
de chumbo despido dos seus 82 electrões), e o resultado dessa
super-energética colisão foi um novo estado da matéria: o plasma
quark-gluão.
Às três fases vulgares da matéria há que acrescentar agora este quarto estado.
Esse
novo estado estado de plasma não é tão invulgar como poderia parecer à
primeira vista:existe numa corriqueira lâmpada de néon. Uma intensidade
de corrente muita intensa consegue despir o néon dos seus electrões, e
no interior do tubo circulam os iões e os electrões incapazes de se
recombinarem em virtude em virtude de estarem "muito energéticos" ( com a
energia fornecida pelo campo eléctrico externo).
Do mesmo
modo a energia alcançada pelo LHC (relembro, 7 TeV) permite que os
fragmentos-os quarks e os gluões- da colisão protão-ião estejam num
estado livre numa espécie de novo fluido simultaneamente muito quente porque as colisões são muito energéticas e muito frio porque como todos sabem as experiências do CERN são efectuadas a muito baixas temperaturas.
O
que é verdadeiramente espectacular é que, apesar de livres, os gluões e
os quarks têm um incrível comportamento colectivo! Esse comportamento
colectivo exprime-se na ausência de viscosidade (lembrem -se do Hélio-4)
e se tentarmos conter esse novo estado da matéria- o plasma quark-gluão-num recipiente este "sobe" parede acima, foge da sua prisão....
Segundo
parece este novo estado da matéria surge apenas nestas colisões
protão-ião ou ião-ião devido à colossal quantidade de energia envolvida
numa tão pequeno volume ( que correponde ao tamanho de um núcleo
atómico)
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