O matemático Tyler Nylon lançou um manifesto, " O custo do conhecimento", ( ver aqui o manifesto http://thecostofknowledge.com/ ) contra a ganância da Elsevier, a maior editora de revistas científicas.
O esquema exploratório é simples (como qualquer golpada bem organizada): o cientista tem que pagar uma quantia exorbitante para ver o resultado do seu trabalho (voluntário, relembro) à Elsevier, e tem que pagar de novo se quiser ter acesso à revista que contém o fruto do seu esforço.
E as bibliotecas são muitas vezes obrigadas a assinar pacotes , nos quais títulos menos relevantes se associam a revistas essenciais (este esperteza também é bem conhecida).
O resultado desse chico-espertismo (holandez) foi um lucro de 847 milhões de euros em 2010.
O manifesto já colheu a resposta de mais de 5000 cientistas, que se dispuseram a não enviar os seus artigos científicos, nem a trabalhar como revisores ( pelo qual também não auferem um cêntimo).
Para mim não é novidade o que se passa no mundo da ciência. Não nos soa familiar grupos organizados explorarem o trabalho alheio para a sua sede insaciável de lucro? Ah, e o trabalho gratuito na ciência também não é novidade!
Que maravilhosa globalização!
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