A MUSICA DAS ESFERAS E KEPLER
O fundador da astronomia moderna, Johanes Kepler (1571-1630) não foi apenas um notável astrónomo, mas igualmente um talentoso matemático. Ganhou também notoriedade como astrólogo.
Antes de prosseguir com o propósito deste post quero esclarecer um mal entendido relativo a estes dois termos, astronomia e astrologia.
Astronomia- estudo dos astros, suas distâncias relativas e movimentos.
Astrologia- baseada no conhecimento da astronomia, tenta encontrar uma relação entre a posição dos astros e a alma humana no seu percurso terreno.
São duas disciplinas diferentes hoje em dia. No entanto no tempo de Kepler eram como que as duas faces da mesma moeda. O próprio Kepler foi astrólogo, compondo horóscopos, não só para os príncipes como também para o povo.
Sabiam que o nosso Fernando Pessoa também foi astrólogo? Mas isso é desviar-me do assunto deste post…
Além de todos esses talentos, Kepler era uma alma poética e sonhadora. Não só colocou os planetas nas suas órbitas elípticas como imaginou a música que os planetas produziriam na sua dança cósmica. São de Kepler as seguintes palavras:
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| (polifonia = duas ou mais vozes a cantar ao mesmo tempo , cada qual com a sua independência melódica e rítmica ) | |
Imaginemos cada planeta como uma dançarina executando os seus movimentos cósmicos ao som da partitura imaginada por Kepler.
Durante o ano passado no Laboratório de Física a antena que pode ser vista no telhado do edifício D também recebia as “músicas” de Júpiter e do Sol. Alguns alunos tiveram o o privilégio de ouvir directamente os sons de Júpiter no seu longo percurso em torno do Sol.
E agora oiçam alguns sons recolhidos pela NASA…E digam lá se o talento científico de Kepler não igualava a sua imaginação poética!
Não é emocionante saber que os planetas também emitem som, também “cantam”? Será que estão a dialogar com os outros planetas?
Tudo no Universo vive.

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